A dengue é
um dos principais problemas de saúde pública do Brasil: só no primeiro
semestre deste ano, 715 mil casos foram registrados no país, de acordo
com a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. A
doença, transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti,
tem como principais manifestações febre com duração de até sete dias
acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: dor de cabeça,
dor atrás dos olhos, dores musculares, dores nas articulações, cansaço e
vermelhidão no corpo.
"Embora pareça pouco agressiva, a dengue pode evoluir para o tipo hemorrágico, caracterizado por sangramento interno e queda de pressão arterial, o que eleva o risco de morte", aponta o infectologista Ralcyon Teixeira do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. A melhor maneira de combater esse mal é impedindo a reprodução do mosquito. Por isso, o Minha Vida conversou com especialistas para saber as melhores formas de proteção.
"Embora pareça pouco agressiva, a dengue pode evoluir para o tipo hemorrágico, caracterizado por sangramento interno e queda de pressão arterial, o que eleva o risco de morte", aponta o infectologista Ralcyon Teixeira do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. A melhor maneira de combater esse mal é impedindo a reprodução do mosquito. Por isso, o Minha Vida conversou com especialistas para saber as melhores formas de proteção.
Evite o acúmulo de água
"O Aedes aegytpi coloca
seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável", explica o
pesquisador Rafael Freitas, do Laboratório de Transmissores de
Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz. Por isso, jogue fora pneus
velhos, vire garrafas com a boca para baixo e, caso seu quintal seja
propenso à formação de poças, realize a drenagem do terreno. Não se
esqueça também de lavar a vasilha de água do seu bicho de estimação
regularmente e manter fechadas tampas de caixas d'água e cisternas.
Use repelente
O
uso de repelentes, principalmente em viagens ou em locais com muitos
mosquitos, é um método eficaz para se proteger contra a dengue.
Recomenda-se, porém, o uso de produtos industrializados. Uma pesquisa
realizada pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) revelou
que repelentes caseiros, como andiroba, cravo-da-índia, citronela e óleo
de soja, não possuem grau de repelência forte o suficiente para manter o
mosquito longe por muito tempo. Mas eles podem ser usados junto com o
industrializado, uma vez que o cheiro forte pode gerar confusão de
odores no Aedes aegypti, que é atraído pelo gás carbônico e pela amônia liberada pelo nosso organismo.
Coloque areia nos vasos de plantas
O
uso de pratos nos vasos de plantas pode gerar acúmulo de água. Há três
alternativas: eliminar esse prato, lavá-lo regularmente ou colocar
areia. "A areia conserva a umidade e ao mesmo tempo evita que e o prato
se torne um criadouro de mosquitos", aponta o pesquisador Rafael
Freitas.
Coloque desinfetante nos ralos
Ralos
pequenos de cozinhas e banheiros raramente tornam-se foco de dengue
devido ao constante uso de produtos químicos, como xampu, sabão e água
sanitária. "Entretanto, alguns ralos são rasos e conservam água
estagnada em seu interior", alerta o pesquisador Rafael. Nesse caso, o
ideal é que ele seja fechado com uma tela ou que seja higienizado com
desinfetante regularmente.
Limpe as calhas
"Pesquisas
realizadas em campo mostram que os grandes reservatórios, como caixas
d'água, são os criadouros mais produtivos de dengue, mas as larvas do
mosquito podem ser encontradas em pequenas quantidades de água também",
afirma o pesquisador Rafael. Para evitar até essas pequenas poças,
calhas e canos devem ser checados todos os meses, pois um leve
entupimento pode criar reservatórios ideais para o desenvolvimento do Aedes aegypti.
Coloque tela nas janelas
Embora
não seja tão importante, colocar telas em portas e janelas pode ajudar a
proteger sua família contra o mosquito da dengue. "O problema é quando o
criadouro está localizado dentro da residência. Nesse caso, a
estratégia não será bem sucedida", contrapõe o pesquisador Rafael
Freitas. Por isso, não se esqueça de que a eliminação dos focos da
doença é a maneira mais eficaz de proteção.
Lagos caseiros e aquários
Assim
como as piscinas, a possibilidade de laguinhos caseiros e aquários se
tornarem foco de dengue deixou muitas pessoas preocupadas. Mas fique
tranquilo. De acordo com o especialista Rafael Freitas, peixes são
grandes predadores de formas aquáticas de mosquitos. "Pesquisas
realizadas no Ceará, mostraram que um único exemplar de peixe Betta
splendes pode consumir cerca de 500 larvas de mosquito por dia", conta. O
cuidado maior deve ser dado, portanto, às piscinas que não são limpas
com frequência.
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