Nada
melhor do que chegar em casa depois de um longo dia, dormir
profundamente e acordar renovado no dia seguinte. Mas o sono não assume
apenas esse papel revigorante - ele tem diversas outras funções
essenciais para o nosso organismo. Dormir menos que o recomendado (6 a 8
horas em média) ou acordar diversas vezes durante a noite em
decorrência de distúrbios como apneia e insônia pode causar mais
malefícios ao organismo do que imaginamos.
A neurologista Rosa Hasan, responsável pelo Laboratório do Sono do Hospital São Luiz, explica que o sono de qualidade ruim desorganiza o metabolismo e prejudica a síntese de alguns hormônios, favorecendo diversas doenças como obesidade e depressão. Por isso listamos todos os benefícios que uma noite bem dormida pode fazer pela sua saúde. Confira:
A neurologista Rosa Hasan, responsável pelo Laboratório do Sono do Hospital São Luiz, explica que o sono de qualidade ruim desorganiza o metabolismo e prejudica a síntese de alguns hormônios, favorecendo diversas doenças como obesidade e depressão. Por isso listamos todos os benefícios que uma noite bem dormida pode fazer pela sua saúde. Confira:
Previne a obesidade
Durante
o sono nosso organismo produz a leptina, um hormônio capaz de controlar
a sensação de saciedade - portanto, pessoas que tem dificuldades para
dormir produzem menores quantidades desta substância. "A consequência
disso é ingestão exagerada de calorias durante o dia, pois o corpo não
se sente satisfeito", explica a neurologista Rosa Hasan. Além disso, o
grupo dos insones produzem uma maior quantidade de um outro hormônio, a
grelina, uma substância que está relacionada a fome e a redução do gasto
de energia.
Outro fator é importante é a perda de gorduras - segundo um estudo feito na Universidade de Chicago, pessoas que dormem de seis a oito horas por dia queimam mais gorduras do que aquelas que dormem pouco ou tem o sono fragmentado. De acordo com o estudo, dormir pouco reduz em 55% a perda de gordura.
Outro fator é importante é a perda de gorduras - segundo um estudo feito na Universidade de Chicago, pessoas que dormem de seis a oito horas por dia queimam mais gorduras do que aquelas que dormem pouco ou tem o sono fragmentado. De acordo com o estudo, dormir pouco reduz em 55% a perda de gordura.
Combate à hipertensão
Um
estudo da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, comprovou que um
sono profundo e ininterrupto está relacionado a bons níveis de pressão
arterial. A neurologista Rosa Hasan explica que a dificuldade em
descansar durante a noite é equivalente a um estado de estresse,
aumentando a atividade da adrenalina no corpo. "Uma noite mal dormida
deixa o organismo em estado de alerta, aumentando a pressão sanguínea
durante a noite", explica a especialista. Ela afirma que com o tempo
essa alteração na pressão sanguínea se torna permanente, gerando a
hipertensão.
Fortalece a memória
Pressão
que conseguem ter uma boa noite de sono absorvem melhor as informações
do dia a dia do que aquelas que passam longos períodos sem dormir, diz
um estudo feito pela Universidade de Lubeck, na Alemanha. Segundo os
pesquisadores, isso acontece porque durante o descanso ocorre a síntese
de proteínas responsáveis pelas conexões neurais, aprimorando
habilidades como memória e aprendizado.
O especialista em apneia Fausto Ito, membro da Associação Brasileira do Sono, explica que, durante a noite, o cérebro faz uma varredura entre as informações acumuladas, guardando aquilo que considera primordial, descartando o supérfluo e fixando lições que aprendemos ao longo do dia. "Por esse motivo, quem dorme mal, geralmente, sofre para se lembrar de eventos simples, como episódios ocorridos no dia anterior ou nomes de pessoas muito próximas", diz.
O especialista em apneia Fausto Ito, membro da Associação Brasileira do Sono, explica que, durante a noite, o cérebro faz uma varredura entre as informações acumuladas, guardando aquilo que considera primordial, descartando o supérfluo e fixando lições que aprendemos ao longo do dia. "Por esse motivo, quem dorme mal, geralmente, sofre para se lembrar de eventos simples, como episódios ocorridos no dia anterior ou nomes de pessoas muito próximas", diz.
Previne depressão
As
chances de a depressão comprometer a qualidade de vida de uma pessoa
pode ser menor se ela dormir entre seis e nove horas por dia. É o que
indica um estudo feito no Cleveland Clinic Sleep Disorders Center, em
Ohio, nos Estados Unidos, que analisou mais de dez mil pessoas.
Os resultados mostraram que pessoas com o sono considerado "normal" - de seis a oito horas por noite - tiveram índices mais altos de qualidade de vida e níveis mais baixos de depressão quando comparados aos que dormiam pouco ou muito. Também foi observado aqueles que dormem menos que seis e mais de nove horas por dia sofrem uma piora na qualidade de vida e índices de depressão mais altos.
Os resultados mostraram que pessoas com o sono considerado "normal" - de seis a oito horas por noite - tiveram índices mais altos de qualidade de vida e níveis mais baixos de depressão quando comparados aos que dormiam pouco ou muito. Também foi observado aqueles que dormem menos que seis e mais de nove horas por dia sofrem uma piora na qualidade de vida e índices de depressão mais altos.
Favorece o desempenho físico
Quando
dormimos profundamente e sem interrupções, nosso corpo começa a
produzir o hormônio GH, responsável pelo nosso crescimento. Essa
substância só começa a ser produzida aproximadamente meia hora após uma
pessoa dormir - por conta disso, pessoas que tem o sono fragmentado
sofrem dificuldades de sintetizar esse hormônio. "O hormônio do
crescimento tem como funções ajudar a manter o tônus muscular, evitar o
acúmulo de gordura, melhorar o desempenho físico e combater a
osteoporose", explica a endocrinologista Alessandra Rasovski, da
Sociedade Brasileira e Endocrinologia e Metabologia.
Controla o diabetes
Pessoas
com diabetes e tem um sono insuficiente desenvolvem uma maior
resistência insulínica, tornando o controle da doença mais difícil. É o
que afirma um estudo feito pela Northwestern University, dos Estados
Unidos. Os pesquisadores monitoraram o sono de pessoas com diabetes por
seis noites. Os participantes que tiveram o sono de má qualidade
tiveram aumento de 23% nos níveis de glicose no sangue e 48% nos níveis
de insulina. Usando esses números para estimar a resistência insulínica
do indivíduo, os pesquisadores concluíram que portadores de diabetes que
dormem mal tinham 82% mais resistência insulínica que os portadores com
sono de qualidade.
De acordo com a endocrinologista Alessandra Rasovski, dormir mal em decorrência de distúrbios do sono não só dificulta o controle da doença como também pode favorecer o aparecimento de diabetes tipo 2. ?É durante o sono que o corpo estabiliza os índices glicêmicos. Quem não tem um sono de qualidade sofre com o descontrole do nível de glicose, podendo desenvolver diabetes?, explica.
De acordo com a endocrinologista Alessandra Rasovski, dormir mal em decorrência de distúrbios do sono não só dificulta o controle da doença como também pode favorecer o aparecimento de diabetes tipo 2. ?É durante o sono que o corpo estabiliza os índices glicêmicos. Quem não tem um sono de qualidade sofre com o descontrole do nível de glicose, podendo desenvolver diabetes?, explica.
Diminui o risco de doenças cardiovasculares
Uma
pesquisa da Warwick Medical School, nos Estados Unidos, mostra que a
privação prolongada do sono ou acordar várias vezes durante a noite pode
estar relacionado a acidentes vasculares cerebrais, ataques cardíacos e
doenças cardiovasculares. Os autores do estudo conduziram uma
investigação que acompanhou durante 25 anos mais de 470 mil pessoas em
oito países, incluindo Japão, Estados Unidos, Suécia e Reino Unido.
De acordo com os pesquisadores, dormir pouco causa um desequilíbrio na produção de hormônios e substâncias químicas no organismo, condição que aumenta as chances de desenvolver colesterol alto, doenças cardiovasculares e derrames cerebrais. Dormindo cerca de sete horas por noite, você está protegendo a sua saúde futura e reduzindo o risco de desenvolver doenças crônicas.
De acordo com os pesquisadores, dormir pouco causa um desequilíbrio na produção de hormônios e substâncias químicas no organismo, condição que aumenta as chances de desenvolver colesterol alto, doenças cardiovasculares e derrames cerebrais. Dormindo cerca de sete horas por noite, você está protegendo a sua saúde futura e reduzindo o risco de desenvolver doenças crônicas.
Melhora o desempenho no trabalho
Pessoas
que tem o sono constantemente interrompido ao longo da noite ou não
dormem o suficiente não conseguem atingir os estágios mais profundos do
sono, e por isso não descansam de forma adequada.
O especialista em medicina do sono Daniel Inoue, do Hospital Santa Cruz, conta que os principais sintomas sentidos por uma pessoa que não dorme são sonolência diurna, irritabilidade, fadiga, dificuldade para se concentrar ou absorver novas informações e maior facilidade de sofrer graves acidentes de trânsito e trabalho.
"O estresse no trabalho também pode aumentar os comportamentos de risco, como tabagismo e abuso de álcool e drogas, além de desencorajar hábitos saudáveis, como atividade física e a alimentação equilibrada", alerta Daniel.
O especialista em medicina do sono Daniel Inoue, do Hospital Santa Cruz, conta que os principais sintomas sentidos por uma pessoa que não dorme são sonolência diurna, irritabilidade, fadiga, dificuldade para se concentrar ou absorver novas informações e maior facilidade de sofrer graves acidentes de trânsito e trabalho.
"O estresse no trabalho também pode aumentar os comportamentos de risco, como tabagismo e abuso de álcool e drogas, além de desencorajar hábitos saudáveis, como atividade física e a alimentação equilibrada", alerta Daniel.
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